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Monitoramento Ambiental
Período 2008 a 2009
No período 2008 a 2009, foram realizados três mapeamentos da
cobertura vegetal e uso da terra em escala de semi detalhe
1:25.000. Os mapeamentos tiveram como base Imagens do
Satélite Ikonos do ano de 2005, para a Bacia Hidrográfica do
rio Santana e conjunto de serras dos Baixões e, fotografias
aéreas do ano de 2002, para o município de Una.
Mapeamento do Uso da Terra na Bacia Hidrográfica do Rio
Santana
O estudo na Bacia Hidrográfica do Rio Santana (BHRS) cobriu
aproximadamente 51.000 hectares e serviu com subsídio para
avaliação do comportamento hídrico em quatro sub-bacias. Os
resultados indicaram que os domínios das classes de cultivo
do cacau, pecuária extensiva e florestas, ocupam cada classe
aproximadamente de 30% da extensão (Tabela 01).
Espacialmente a distribuição segue a aptidão dos solos para
agrícola, o histórico de ocupação, as facilidades de acesso
e a proximidade dos núcleos urbanos.
A agricultura tradicional permanente com cultura do cacau
recobre 30,8% da área, distribuídos em fragmentos
intercalados por pastagens ou florestas, tendo sua maior
concentração nas proximidades da sede municipal de Buerarema.
A pecuária extensiva/agricultura de subsistência ocupa 32,5%
da Bacia, enquanto, as florestas nativas – primária e
secundária - recobrem 32% da área total. Este resultado
indica elevada concentração de florestas, se comprados aos
26,97% apresentado no estudo de Vicens et al. em 2007 (no
prelo) para o bioma Mata Atlântica.
Tabela 01 –
Distribuição das classes de uso da terra na bacia
hidrografia do rio Santana, em 2005.
|
Classe |
( f ) |
Área (%) |
Área (ha) |
|
Área Especial sob Proteção Legal - Floresta Primária |
67 |
14,20% |
7252,9 |
|
Área Especial sob Proteção Legal - Floresta Secundária |
202 |
17,80% |
9084,5 |
|
Pecuária Extensiva / Agricultura de Subsistência |
326 |
32,50% |
16572,0 |
|
Agricultura Tradicional Permanente com Cultura do Cacau |
171 |
30,80% |
15694,9 |
|
Agricultura Tradicional Permanente com Cultura do
Coco/Seringa |
37 |
1,50% |
769,5 |
|
Extrativismo Animal |
2 |
0,80% |
390,8 |
|
Áreas Urbanas |
7 |
0,40% |
211,0 |
|
Sem dados (nuvens) |
50 |
2,00% |
1011,0 |
(f) Freqüência na BHRS
Mapeamento do Complexo de Serras Bonita e do Baixão.
O complexo de serras que compreende a Serra Bonita e as
Serras do Baixão localizadas entre os municípios de Camacan
e Jussari, na região sul do estado da Bahia, está inserida
em um dos mais importantes conjuntos de remanescentes da
floresta atlântica brasileira, em uma das “áreas foco” no
Corredor Central da Mata Atlântica.
O estudo realizado em parceria com o Instituto Uiraçu,
mapeou em escala de semi-detalhe (1:25000) utilizando
imagens do satélite Ikonos do ano de 2005 e 2009,
aproximadamente 68.000 hectares da cobertura vegetal da
região. Os resultados espaciais indicaram que as florestas
estão dispostas principalmente nos topos das serras,
ocupando aproximadamente 19% da paisagem, enquanto que os
cultivos de cacau dominam a matriz em áreas com menor
altitude, recobrindo aproximadamente 49% da extensão ou
33.324 hectares (Tabela 02).
Tabela 02 –
Distribuição das classes de cobertura vegetal na
região da Serra Bonita e Serras do Baixão, em 2005.
|
Classe |
( f ) |
Área (%) |
Área (ha) |
|
Floresta primária |
38 |
13,80 |
9349,2 |
|
Floresta secundária média |
168 |
6,06 |
4107,4 |
|
Floresta secundária inicial |
206 |
4,08 |
2765,3 |
|
Agricultura / cabruca (cacau) |
41 |
49,19 |
33324,6 |
|
Agricultura (café) |
44 |
1,63 |
1101,0 |
|
Pastagem |
295 |
19,86 |
13450,4 |
|
Áreas urbanizadas |
9 |
0,74 |
504,1 |
|
Corpos d'água |
5 |
0,02 |
15,1 |
|
Sem dados |
95 |
4,61 |
3125,0 |
|
Total |
901 |
100,00 |
67742,2 |
Mapeamento do Uso da Terra do Município de Una – BA
O mapeamento da cobertura vegetal do município de Una faz
parte da estratégia de reconhecimento e monitoramento da
dinâmica do uso da terra no município, com propósito de
direcionar as ações de desenvolvimento e conservação, além
de subsidiar os mais diversos estudos da biodiversidade
local. O estudo realizado utilizou fotografias aéreas não
convencionais do ano de 2002, e com técnicas de
geoprocessamento foi possível mapear 88% do município na
escala de mapeamento 1:25000.
Em geral, os resultados demonstram que a paisagem local é
dominada por uma matriz florestal, composta por blocos
expressivos de florestas primárias e secundárias, além de
manguezais e campos naturais, conectadas principalmente por
sistemas agroflorestais em plantios de cacau – sistema
cabruca (tabela 03). Essa conformação, entre outras, explica
os altos índices de biodiverdade local, tornado uma das
áreas de elevada prioridade para conservação na Mata
Atlântica Tabela 03 –
Distribuição do uso da terra no município de Una/Ba
em 2002.
|
Classe |
( f ) |
Área (%) |
|
Área Especial sob Proteção Legal – Floresta Primária |
367 |
48,34 |
|
Agricultura Tradicional Permanente (Cacau) |
179 |
8,99 |
|
Agricultura Tradicional Permanente (Coco/Seringa) |
202 |
10,02 |
|
Áreas Alagáveis |
45 |
0,52 |
|
Pecuária Extensiva/Agricultura de Subsistência |
588 |
17,81 |
|
Floresta Secundária em estágio inicial |
226 |
3,73 |
|
Área Especial sob Proteção Legal – Floresta Secundária |
427 |
5,60 |
|
Corpos d’água |
57 |
0,17 |
|
Extrativismo Animal |
7 |
2,62 |
|
Sem informações |
39 |
1,41 |
|
Área Urbana |
11 |
0,38 |
|
Campestres – Restingas |
7 |
0,43 |
|
Total |
2155 |
100 |
Capacitação para Chefes de UCs e técnicos ambientais
Foram capacitados em SIG (Sistema de Informação Geográfica)
gestores de UCs e técnicos ambientais da SEMA (Secretaria de
Meio da Bahia), ICMBio e parte da equipe do IESB. O curso
teve a finalidade de permitir aos participantes manipular
dados espacializados em SIG, visando o melhor gerenciamento
das áreas de proteção, como também apoiar na eficiência das
fiscalizações e possibilitar análises espaciais em pesquisas
científicas.
Capacitação para Pesquisadores na Serra Bonita
Em parceria com o Instituto Uiraçu foi realizada, na Reserva
Particular da Serra Bonita em novembro de 2008, uma
capacitação em SIG para pesquisadores que atuam na região. O
curso foi uma oportunidade para os participantes conhecerem
as diversas possibilidades que a ferramenta oferece e fazer
um rápido intercâmbio de suas pesquisas. |