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Educação Ambiental

Período 2008 a 2009.

As atividades de Educação Ambiental do IESB têm como base a missão institucional, com valores e princípios que envolvem essencialmente participação, emancipação, igualdade de direitos e cidadania. As ações se concentram em eixos norteadores que envolvem:

  • Sensibilização, mobilização e disseminação de informações ambientais;

  • Formação de Educadores Ambientais ;

  • Desenvolvimento Comunitário e Gênero.

Ao longo dos anos, as atividades buscaram a integração de ações entre os diferentes projetos institucionais por entender que a educação ambiental tem como uma de suas características a transversalidade.

Nos anos de 2008/2009, os esforços foram concentrados em dois eixos :

1. Sensibilização, mobilização e disseminação de informações ambientais;

2. Desenvolvimento comunitário.

Sensibilização, mobilização e disseminação de informações ambientais.

O Teatro de Fantoches realizou seis (6) apresentações para divulgar resultados de pesquisas biológicas sobre monitoramento de fauna em cabrucas, como também informações sobre a importância da Reserva Legal, APP e manutenção das cabrucas na formação de corredores ecológicos.

Outras duas apresentações, com o tema biodiversidade (“As aventuras de Sara e Jeremias na Serra Bonita”) aconteceram durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no município de Camacan.

A formação continuada do Conselho Gestor da REBIO de Una no âmbito do projeto “Ações para a Implementação da Área Núcleo Reserva Biológica de Una – Serra das Lontras no Corredor Central da Mata Atlântica” gerou os seguintes resultados:

  • Reconhecimento da REBIO de Una como área importante para a conservação;

  • Construção coletiva e implementação do Plano de Ação participativo;

  • Participação efetiva da equipe da REBIO de Una (fiscais e analista ambiental);

  • Participação efetiva e envolvimento dos representantes da sociedade civil durante as reuniões;

  • Empoderamento dos representantes das associações comunitárias;

  • Elaboração coletiva da cartilha do conselheiro;

  • Maior articulação entre as instituições conselheiras;

  • Formação de grupo de trabalho (GT) – visita nas propriedades inseridas na ampliação da REBIO de Una.

A equipe acompanhou o Conselho Gestor da Reserva Biológica de Una que teve como foco os seguintes pontos:

  • Estruturação interna do conselho;

  • Demarcação da terra indígena Tupinambá;

  • Denúncias de ocorrência de desmatamento e caça de animais silvestres. 

A participação das comunidades do entorno é grande, no entanto muitas vezes a demanda por resolução de problemas pertencentes a outras instâncias e fóruns dificulta o andamento das reuniões.

Primeiro Encontro de Ex-alunos Pride

Participação de um membro da equipe no “Primeiro Encontro de Ex-alunos Pride” realizado pela ong RARE  e parceiros, entre os dias 13 e 15 de julho de 2009 em Guadalajara, México. O encontro reuniu cerca de 70 pessoas de vários países da América Latina, além do Brasil, Argentina, Paraguai, Peru, Equador, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Belize, Guatemala e México, com a participação de ex-alunos, alunos, professores e a equipe da RARE, com o objetivo de criar uma rede de ex-alunos e o planejamento dos primeiros passos da mesma.

Sensibilização e mobilização das comunidades das Serras de Itamarajú, Santa Cruz de Cabrália e Belmonte visando a criação de unidades de conservação

Através de convênio firmado entre IESB e PNUD para a mobilização social das comunidades potencialmente envolvidas na criação de unidades de conservação no Extremo Sul da Bahia. As atividades previstas visam à participação efetiva dos comunitários na criação das unidades por meio da disponibilização de informações com intuito de ampliar o repertório dos atores sociais locais para a participação na Consulta Pública.

Oficina “Educação Ambiental e Unidades de Conservação: Potencialidades e Desafios

O IESB promoveu um encontro entre gestores de unidades de conservação, gestores públicos e educadores da DIREC 06 – Regional Ilhéus, com o objetivo discutir e refletir sobre as possibilidades e desafios em relação a educação ambiental  em unidades de conservação, buscando a proposição de  estratégias para viabilizar o desenvolvimento de ações educativas direcionadas ao ensino formal. Participaram do evento 22 pessoas entre educadores, representantes da Secretaria de Meio Ambiente de Una, Reserva Biológica de Una (Rebio de Una); Refúgio de Vida Silvestre de Una (REVIS Una), RPPN Ecoparque de Una, DIREC 6 e Universidade Santa Cruz (UESC).

Desenvolvimento Comunitário

As ações deste eixo estão inseridas no projeto “Corredor Una-Lontras” e visam fomentar e fortalecer a organização comunitária, estimular o envolvimento das mulheres e desencadear processos sociais nas comunidades que estimulem a participação eqüitativa de mulheres e homens nas ações desenvolvidas pela comunidade.

As atividades foram realizadas em três comunidades inseridas no Corredor Una-Lontras: 1. Comunidade Família Unida (município de Una); 2. Assentamento Nova Esperança e Assentamento Rio Aliança (ambos no município de Arataca).

Comunidade Família Unida

Oficinas de Formação

No período compreendido neste relatório foram realizadas seis oficinas. As atividades foram construídas no sentido de fortalecer a continuidade da iniciativa após termino da intervenção direta na comunidade, tendo como foco principal a definição de papéis, entendimento e responsabilidade do grupo em relação à dinâmica de trabalho.

Como resultado desse processo nota-se um aumento na participação do grupo de mulheres nas ações desenvolvidas pelo projeto, refletidos no envolvimento nas visitas técnicas, participação nos cursos, intercâmbios e na definição de estratégias para o envolvimento de novos beneficiários. Além da inserção do grupo no Programa Capital Semente (micro financiamento solidário) para melhorar o sistema de irrigação da horta coletiva, (atividade produtiva desenvolvida por elas) visando a geração de renda. Viveiro de Mudas e a participação da Escola

O viveiro abriga mudas de: oiti, ipê amarelo, jatobá, pequi, massaranduba, sapucaia, entre outras espécies nativas. As mudas estão sendo utilizadas para reflorestar as áreas degradadas da comunidade, principalmente, as margens dos rios e compor os sistemas agroflorestais, as sementes são coletadas pelo grupo nas matas próximas a comunidade. Os alunos da escola da comunidade participam das atividades de manutenção do viveiro.

Em 2008, foi realizada uma palestra na comunidade sobre a recuperação de mata ciliar que contou com a participação de associados e alunos, visando o embasamento teórico da atividade.

Assentamento Nova Esperança

As atividades no Assentamento Nova Esperança tiveram inicio em janeiro de 2008. A atividade identificada, por meio do diagnóstico, foi à confecção de artesanato, visando à geração de renda. O diagnóstico mostrou que o grupo possui pessoas com diversas habilidades como costura, pintura em tecido, bordado, crochê, muitas dessas adquiridas em cursos anteriores realizados em projetos governamentais, além de indicar a preferência pela confecção de bolsas de tecido. Visando potencializar essas habilidades e, a partir delas, confeccionar bolsas com características próprias da comunidade, contratou-se a consultoria de uma artista plástica.  A partir disso, foi construído um curso modular de 96 horas, voltados para estimular a criatividade, pintura, estamparia, modelagem e costura. O curso resultou na confecção de bolsas com estamparias pintadas a mão, que estão sendo comercializadas pelo grupo na região.

Em setembro, o grupo participou da Feira Biofach, em São Paulo, expondo as bolsas que tiveram boa aceitação pelos visitantes da feira.

Outra ação desenvolvida com este grupo e fabricação de chocolate em pó, visando agregar valor ao cacau produzido pelo Assentamento. Essa iniciativa já existia e o objetivo e fortalecer essa ação. Para tal, o grupo teve aulas sobre fermentação de cacau visando obter um produto final de melhor qualidade. Além, de visitar a CEPLAC, para conhecer a Unidade de Processamento de Chocolate e aprender nova técnicas.

Em 2009 as atividades no Assentamento Nova Esperança, com o Grupo Nova Esperança, formado por mulheres que trabalham com artesanatos, chocolates, doces e polpa de frutas. O nome esperança foi criado pelas mulheres e significa, segundo as mesmas, a realização dos seus sonhos através das suas produções. O IESB atua junto a essas mulheres com o objetivo de fortalecer e incentivar o trabalho de produção e organização comunitária, assim como, a inserção destas na cadeia produtiva da comunidade. O trabalho do Grupo Esperança foi apresentado no I Festival de Chocolate da Costa do Cacau, que aconteceu no mês de junho em Ilhéus.

Assentamento Rio Aliança

O diagnóstico realizado na comunidade mostrou a necessidade de se identificar um tema que aproximasse as mulheres para o estabelecimento de uma ação coletiva. Algumas atividades foram iniciadas, mas não obtiveram sucesso pela falta de participação das mulheres. Como estratégia, para identificar esse tema foi proposto um trabalho de desenvolvimento pessoal, visando o despertar e reconhecimento de habilidades, auto-estima, resgate do papel no assentamento e empoderamento. Com isso, espera-se contribuir com fortalecimento e reconhecimento do papel dessas mulheres, facilitando um processo de troca de experiências e aprendizados entre elas; fortalecendo cada uma para que possam buscar a força no grupo, contribuindo para a formação de um espírito de coletividade e cooperação. Essa estratégia fundamenta-se na construção da identidade coletiva do grupo, a partir, do resgate da identidade individual. E, desta forma, construir participativamente um objetivo comum a todos.  Para esse processo foram elaboradas oficinas com base na pedagogia social antroposófica e na arte educação. Durante o período compreendido neste relatório foram realizados dez (10) encontros, com atividades que estimularam e facilitaram o resgate das vivências desde a infância até a fase adulta, tendo em vista a motivação em estar no Assentamento. Os próximos passos seguirão no sentido de definir uma busca compartilhada para a melhoria na condição de vida no assentamento.

Comunicações em Congressos, Simpósios, Palestras

  • Palestra: Educação Ambiental e a Gestão de Unidades de Conservação na FTC para 15 pessoas;

  • Palestra “Transformando Olhares: o mato que virou mata”. Universidade Paulista – UNIP campus JK em São José do Rio Preto, São Paulo.

Representações

  • Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Estado da Bahia – CIEA-BA, gestão 2007-2010;

  • Coordenação do Núcleo Mobilizador para a realização do Seminário para a Consulta Pública da Minuta do Projeto de Lei de Educação Ambiental no Território Litoral Sul;

  • CIEA-BA no ano de 2009 estiveram voltadas para a elaboração da Política e do Programa Estadual de Educação Ambiental. 

Outras Ações

Apoio técnico e interlocução com a comunidade de Vila Brasil para as ações do projeto de doutorado “A interação entre a criança e a natureza em uma área de preservação: significações psicoambientais e inteligência naturalística” coordenado pela doutoranda Christiana Cabicieri Profice, pela Universidade Federal de Natal. Em 2008 foram realizadas duas visitas de campo em Vila Brasil, Una e duas reuniões com a coordenadora do projeto para análise, avaliação e acompanhamento das ações. Em 2009, uma visita em Vila Brasil e uma no Asentamento Ipiranga foram realizadas para coleta de dados e acompanhamento das ações. Um artigo, em análise, foi enviado para uma revista indexada na área de Psicologia ambiental no qual a equipe é co-autora. O prazo para o término do projeto é 2010.

A equipe buscou a articulação com as secretarias municipais de meio ambiente e de educação de Una por meio do diálogo. Sendo assim, foram realizadas duas reuniões com cada secretário para debater idéias de propostas educativas e apoio na elaboração das mesmas.

 

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